Mudanças climáticas, desastres naturais
e prevenção de riscos
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sob o signo do lixo

Livro alerta para o risco de a humanidade gerar mais detritos do que o ambiente pode suportar

Se a humanidade vive a era do conhecimento, vive igualmente a era do lixo. Do ponto de vista quantitativo, a natureza movimenta, em seu ciclo normal, 50 bilhões de toneladas de materiais por ano. Os homens, por seu turno, movimentam 48 bilhões de toneladas no mesmo período, sendo que 30 bilhões são de resíduos. “Isso é muito mais do que o ambiente pode suportar”, sentencia o geógrafo e sociólogo Maurício Waldman, especialista no tema. Ele é o autor, entre outros, do livro Lixo: Cenários e Desafios, indicado como um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti 2011 na categoria Ciências Naturais. A obra é resultado da pesquisa de pós-doutoramento de Waldman, desenvolvida no Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, sob a orientação do professor Antonio Carlos Vitte e com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq).

O lixo, conforme o pesquisador, tem sido um problema recorrente em todo o mundo, inclusive no Brasil. Não bastasse a humanidade estar crescendo e gerando cada vez mais resíduos, o quadro vem se agravando graças a inércia das autoridades públicas, que pouco têm feito para reciclar ou dar destinação adequada aos rejeitos. Ademais, a sociedade também não faz a sua parte ao aumentar exageradamente o consumo de bens e produtos e ao descartar sem cerimônia seus detritos em qualquer lugar. “O Estado não age e o cidadão não se movimenta. O resultado dessa combinação é dramático. A continuar assim, o lixo pode vir a inviabilizar a sociedade humana, pelo menos tal como a conhecemos”, adverte Waldman.

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Aos que possam considerar as suas previsões apocalípticas, o pesquisador rebate com números. De acordo com ele, o Brasil, um dos países que mais sofrem com a problemática, é um grande gerador de lixo. Embora sua população seja equivalente a 3,06% do total mundial e seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponda a 3,5% da riqueza global, os brasileiros descartam 5,5% dos resíduos planetários. “Quer outros dados? Pois bem, entre 1991 e 2000 a população brasileira cresceu 15,6%. No mesmo período, o país ampliou seus descartes em 49%. Em 2009, o incremento demográfico foi da ordem de 1%. Entretanto, a geração de rejeitos aumentou 6%. Trata-se de uma expansão perversa”, afirma.

No caso brasileiro, insiste Waldman, nada tem sido feito para equacionar a questão. “Infelizmente, não temos políticas públicas para essa área. Os únicos que têm trabalhado verdadeiramente em favor da sociedade são os catadores de lixo, que em vez de serem parabenizados, são discriminados e maltratados tanto pelas elites quanto pelo poder público. Para se ter uma ideia, dos resíduos secos gerados no país, 13% são recuperados. Destes, 98% são coletados pelos catadores e apenas 2% pelos programas de Coleta Seletiva de Lixo [CSL]. Em 2010, pasme, dos 5.565 municípios brasileiros, somente 142, ou 2,5% do total, mantinham algum tipo de parceria com esses trabalhadores. Eles são os grandes heróis nacionais do meio ambiente”, considera o geógrafo e sociólogo, que foi colaborador do sindicalista e ativista ambiental Chico Mendes, assassinado em 22 de dezembro de 1988.

Mas, se o problema do lixo é tão grave, por que as autoridades públicas não se preocupam em resolvê-lo? Na opinião de Waldman, o descompromisso ocorre porque, culturalmente, os resíduos sempre são considerados um problema do outro. “A única política adotada no país, se é que podemos classificá-la assim, é a da estética. Ou seja, o interesse primordial das autoridades é tirar os rejeitos da visão das pessoas e levá-los para um lixão ou, quando muito, para um aterro sanitário. A forma como esse lixo será tratado ou monitorado é outra questão. O importante, na concepção dessa corrente, é que a sujeira não fique à mostra”. O pesquisador destaca, ainda, que o lixo é basicamente uma questão conceitual. Na opinião dele, não é fácil identificar hoje em dia o que de fato é um resíduo. A propósito do assunto, o autor do livro Lixo: Cenários e Desafios relata uma breve episódio.

Waldman conta que tem na estante da sua sala uma estátua de bronze de Buda, embora não seja budista. Segundo ele, o objeto foi encontrado por um operário que trabalhava numa usina de reciclagem. “O trabalhador estava olhando para a esteira quando viu a imagem. Imediatamente, ele a recolheu e a recuperou. Depois, me presenteou. Ou seja, algum cidadão completamente insensato ousou jogar na lixeira a estátua de Buda, que é um símbolo religioso e que merece respeito por parte de todos nós, independentemente da religião que professamos. Aí é que eu pergunto: o que é lixo? Existe um padrão cultural que governa a cabeça das pessoas que as ajuda a definir o que é descartável ou não. Nem sempre, infelizmente, esse padrão é o mais sensato”.

Questões

Questionado sobre o que deve ser feito para que não ocorra o triunfo do lixo sobre a humanidade, o geógrafo e sociólogo faz algumas ponderações. Para alívio daqueles que estão sobressaltados com a leitura deste texto, ele inicia respondendo que o problema tem solução. Depois, afirma que há três questões a serem pensadas. A primeira delas é a necessidade de as pessoas adotarem um consumo mais consciente de bens e produtos. “Atualmente, cada brasileiro gera 3,5 quilos de lixo proveniente de equipamentos eletroeletrônicos por ano. É muita coisa. O cidadão tem que ter maior consciência de que não vale a pena trocar o celular X pelo Y apenas porque a versão mais recente do aparelho tem uma luz que pisca durante a ligação”, diz.

A segunda questão, prossegue Waldman, está no imperativo da mudança de postura da indústria, que trabalha com o conceito da obsolescência precoce, modelo de produção e consumo classificado pelo pesquisador como “pornográfico”. “Havia uma série de TV nos anos 70, intitulada Missão Impossível, na qual uma voz avisava ao personagem que a mensagem que ele estava ouvindo se autodestruiria em cinco segundos. O que a indústria faz é dizer aos consumidores que seu televisor ou lavadora de roupa se autodestruirá em 12 meses. Isso precisa mudar”, defende.

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Por último, mas não menos importante, o pesquisador avalia que o Estado também tem que dar sua contribuição à causa do controle eficiente do lixo, formulando políticas públicas sérias e consequentes. “Tem gente idealista que tem trabalhado nesse sentido, como pesquisadores em universidades e institutos de pesquisa, mas isso infelizmente ainda não é regra geral”, lamenta. Deixar de dar aos resíduos tratamento e destinação adequados, conforme Waldman, não representa apenas um desrespeito ao ambiente e à qualidade de vida das pessoas. Significa também desperdício de dinheiro e oportunidades.

No entender do especialista, o Brasil poderia ampliar significativamente o índice de reciclagem do lixo, tanto o seco quanto o orgânico. “Aliás, muita gente, até quem se diz especialista no assunto, costuma cometer um erro gravíssimo ao citar unicamente a reciclabilidade do lixo seco. O úmido também é reciclável, visto que pode ser recuperado pelo ciclo da natureza. Algumas estatísticas apontam que a taxa de reaproveitamento dos resíduos no país poderia ser ampliada para 52% ou 59%. Além de menor agressão à natureza, isso representaria a geração de renda e trabalho. Um levantamento do Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão vinculado à Presidência da República] aponta que, na linha do tempo, nós já desperdiçamos US$ 8 bilhões por não reaproveitarmos o lixo. É um dinheiro que poderia ter sido aplicado na saúde, na educação e em programas de inclusão social”, imagina Waldman.

Retornando ao assunto da solução para o problema dos rejeitos, o pesquisador assinala que a questão não é somente brasileira, mas mundial. “Como dizia o geógrafo Milton Santos, de quem sou admirador, qualquer problemática global nos dias atuais não pode ser tratada por um grupo de ‘iluminados’. Os problemas globais precisam ser pensados coletivamente. É necessário unir conhecimentos e competências, além obviamente de envolver nas discussões os diversos segmentos da sociedade civil organizada. Sem essas iniciativas, dificilmente haverá saída”, alerta.

Serviço

Título: Lixo - Cenários e Desafios
Autor: Maurício Waldman
Editora: Cortez
Páginas: 232 Preço sugerido: R$ 34,20

Publicações

WALDMAN, Maurício. Educação: Foco Prioritário para as Políticas de Gestão dos Resíduos - Artigo eletrônico disponibilizado a partir de Janeiro de 2011 no site da Cortez Editora. São Paulo (SP): Cortez Editora, 2011 (Artigo Eletrônico).

WALDMAN, Maurício. Anátemas do Lixo Nuclear - Artigo eletrônico disponibilizado a partir de 01 de Abril de 2011 no site da Revista Eletrônica Portal Fator Brasil. São Paulo (SP) 2011 (Artigo Eletrônico).

WALDMAN, Maurício. O Brasil e os Desafios do Lixo - Artigo eletrônico disponibilizado a partir de 10 de Outubro de 2011 no site da Cortez Editora. São Paulo (SP): Cortez Editora. São Paulo (SP): Cortez Editora, 2011 (Artigo Eletrônico).

Fonte: Jornal da Unicamp.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Trabalhos passam por avaliação durante 1º SIN do IFTM

Foram reunidos trabalhos de estudantes dos campi Ituiutaba, Patrocínio, Paracatu e Uberlândia

Entre as atividades da IV Semana Multidisciplinar do IFTM Campus Uberlândia, nesta quarta-feira, dia 19, foi realizada a apresentação dos trabalhos dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e Pibic – Ensino Médio, ainda do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti).

Os trabalhos, vinculados às bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fazem parte do 1° Seminário de Iniciação Científica (SIN) do IFTM.

A apresentação reuniu trabalhos de estudantes dos campi Ituiutaba, Patrocínio, Paracatu e Uberlândia, sendo que os de Uberaba foram apresentados ontem, dia 18, no IFTM Campus Uberaba. De acordo com os organizadores, essa divisão foi necessária diante da quantidade de trabalhos e da disponibilidade dos avaliadores.

Em 2010, o IFTM tinha três bolsas do CNPq; neste ano são 68. Segundo o pró-reitor de pesquisa do IFTM, Carlos Alberto Alves de Oliveira, esses números demonstram o avanço da política institucional em relação à pesquisa e à inovação. “O aumento expressivo dos projetos proporciona um primeiro contato dos alunos do IFTM com a pesquisa, além de possibilitar o surgimento de novos talentos e despertar o senso crítico e intelectual dos alunos”, destaca o pró-reitor.

Avaliação
Para analisar os trabalhos, foram convidados os avaliadores externos do CNPq: Renato Lara de Assis, do IF Goiano – Campus Iporá; Alessandro Guerra da Silva, da Universidade Rio Verde-GO; e Vicelma Luiz Cardoso, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Essa avaliação é um dos itens obrigatórios para a renovação de bolsas.

Trabalhos
Dos 38 trabalhos apresentados, 23 são de estudantes do IFTM Campus Uberlândia, 8 de Ituiutaba, 3 de Patrocínio e 3 de Paracatu. Os estudantes dos outros campi foram acompanhados pelos professores Geraldo Gonçalves de Lima (Paracatu); Flávio Caldeira e Rodrigo Grossi (Ituiutaba); e Romeu Toffano Júnior, Eloísa Elena Resende Ramos da Silva e Flamarion Assis Jerônimo Inácio (Patrocínio).


Jornalista Rosiane Magalhães
Comunicação Social – IFTM Campus Uberlândia
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Twitter: @iftm_uberlandia

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Estudantes do IFTM Campus Uberlândia apresentam trabalhos na feira Ciência Viva

Tema deste ano é “Vida e radiação”

Com o tema “Vida e Radiação”, a XVI Ciência Viva conta com exposição de 25 trabalhos de estudantes das escolas públicas e particulares de Uberlândia e região, além de quatro trabalhos que responderam ao desafio de criar uma estratégia de fuga da população de Angra dos Reis, na iminência de um incidente nuclear.

Entre os trabalhos expostos, dois são de estudantes do IFTM Campus Uberlândia. Um deles é o “Projeto aquecedor solar – reutilização de descartáveis e economia de energia elétrica”, desenvolvido pelos alunos do 1º ano do curso técnico em informática integrado, Gabriel Rodrigues Tafelli da Silva, Ian de Oliveira Pires e Otavio Augusto Ramos de Freitas, sob a orientação da professora Eliane Teresa Borela. O outro, “Quimiluminescência – pulseira de neon”, foi realizado pelas estudantes do 2º ano B do curso técnico em agropecuária, Sophia Hermes, Joice Mendes, Maria Ralyne Félix, Ana Gabriella Machado e Amanda Felício e Souza, com orientação do professor Marcos Antônio Lopes.

Abertura
A abertura oficial do evento foi realizada no início desta tarde, dia 18, com presença de representantes das instituições participantes, entre eles o diretor-geral do IFTM Campus Uberlândia, Ruben Carlos Bevengnu Minussi.

Na oportunidade, o diretor destacou a importância dos institutos federais no desenvolvimento da ciência no país. “O IFTM possui cinco campi em funcionamento com cursos voltados para atender as demandas regionais, focalizando também o desenvolvimento da pesquisa”, apresentou Minussi.

A feira Ciência Viva está aberta ao público até as 21h no Center Convention, localizado à Avenida João Naves de Ávila, 1331, complexo B, em Uberlândia.

Os melhores trabalhos serão premiados no domingo, dia 23, durante as atividades da SNCT no Parque do Sabiá.

Realizadores

A XVI Ciência Viva é realizada pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU); pelo Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica); pela Fundação de Apoio e Desenvolvimento Empresarial (Fade) e pela Prefeitura Municipal de Uberlândia (PMU). Tem o apoio do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); do IFTM Campus Uberlândia; da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub); do Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais (Cemepe); e o patrocínio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e das empresas CTBC, Castro Naves e Sankhya.


Jornalista Rosiane Magalhães
Comunicação social – IFTM Campus Uberlândia
comunicação.udi@iftm.edu.br
@iftm_uberlandia

Abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontece em Uberlândia

IFTM Campus Uberlândia é um dos realizadores, em parceria com a UFU e a Prefeitura Municipal

Na manhã desta segunda-feira, dia 17, foi realizada a cerimônia de abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de Uberlândia. O evento, promovido anualmente pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aborda nesta edição o tema “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos”.

Em Uberlândia, o evento é organizado pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro Campus Uberlândia (IFTM), pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e pela Prefeitura Municipal de Uberlândia (PMU).

A abertura realizada no Campus Santa Mônica da UFU contou com presença do reitor da universidade, Alfredo Júlio Fernandes Neto; diretor do IFTM Campus Uberlândia, Ruben Carlos Benvegnu Minussi; da coordenadora do evento, Sílvia Martins; de Rafael Porto, representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo; de Célia Maria Tavares, representante da Secretaria Municipal de Educação; e de Fábio Túlio, representante da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg – Regional Vale do Paranaíba). Participaram estudantes e demais representantes das instituições parceiras no evento.

“Esta semana deverá ser um momento de reflexão e de oportunidade para que a comunidade participe das diversas atividades que serão desenvolvidas e entenda um pouco sobre ciência, pois ciência deve ser da rotina de cada um”, destacou a coordenadora do evento na cidade.

Logo após a cerimônia aconteceu a primeira palestra, com o tema “A meteorologia e sua contribuição à prevenção de desastres naturais”, realizada pelo professor Osvaldo Moraes, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Estudantes e servidores do IFTM Campus Uberlândia também participarão das atividades da XVI Ciência Viva nesta terça-feira, dia 18, das 11h às 21h, no Center Convention.

A SNCT de Uberlândia conta com apoio do CNPq, da Fapemig, da Fundação de Apoio Universitário (FAU) e do Cemepe, além das parcerias da Fiemg, da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), da Cemig, do Corpo de Bombeiros, do 36º Batalhão do Exército da Polícia Militar e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Acompanhe as informações sobre a SNCT em http://sctuberlandia.blogspot.com.


II Semana Multidisciplinar do IFTM Campus Uberlândia

Ainda hoje será realizada a abertura da II Semana Multidisciplinar do IFTM Campus Uberlândia. Esta é uma das atividades que serão desenvolvidas durante a SNCT. A cerimônia será às 13h, no anfiteatro da Unidade I (fazenda).

Confira a programação completa da II Semana Multidisciplinar pelo site www.iftm.edu.br/http://uberlandia/semana.

Por: Rosiane Magalhães – jornalista do IFTM Campus Uberlândia


Outras informações

Assessoria de imprensa – IFTM Campus Uberlândia
Jornalista: Rosiane Magalhães
(34) 3221-4800 / 3221-4819
jornalismo.udi@iftm.edu.br
Cinara Melo
(34) 3233-8800 / 3233-8899
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tudo pronto para a 3ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Uberlândia

Em sua terceira edição em Uberlândia, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia será realizada entre os dias 17 e 23 de outubro, com o tema: “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos”. A cerimônia de abertura da Semana acontecerá no dia 17, às 9 horas, no anfiteatro A do bloco 5 O, no campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com a presença do coordenador-geral do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), professor doutor Osvaldo Moraes. Em palestra, ele falará sobre a meteorologia e sua contribuição à prevenção de desastres naturais. O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), doutor Ronaldo Mota, também estará presente na Semana participando da IV Semana da Física e marcando a inauguração do novo espaço do Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), da UFU. A partir das 21 horas do dia 17, no anfiteatro do bloco 5 O da UFU, Mota abordará o papel da inovação na sociedade contemporânea.

De acordo com a coordenadora do evento em Uberlândia, professora Sílvia Martins, a programação da Semana não se restringe ao tema central, envolvendo todas as áreas do conhecimento. “A proposta é que a ciência, a tecnologia e todas as atividades sejam apresentadas de forma interativa, para que a sociedade tenha acesso a esse conhecimento, associando-o ao seu dia a dia”, observa. Durante o evento, está prevista a realização de palestras, oficinas, visitas técnicas, feira Ciência Viva, ciência no parque e apresentações culturais. Paralelamente, acontecerão, além da IV Semana da Física, a Semana de Iniciação Científica da UFU, a IV Semana Multidisciplinar do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro (IFTM) e as feiras de ciências nas escolas.

A Semana contará com a participação do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Uberlândia e da Polícia Militar, do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e da Cemig, que promoverão, respectivamente, atividades interativas sobre prevenção de riscos, uso consciente de recursos hídricos e energia elétrica.

As atividades da Semana são gratuitas e toda a população poderá participar. Segue anexo com os destaques da Semana. A programação geral do evento pode ser conferida no endereço eletrônico: http://sctuberlandia.blogspot.com/.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é promovida anualmente em todo o país, desde 2004, sob a coordenação do MCTI. Em Uberlândia, a Semana foi lançada em 2009, por iniciativa da Diretoria de Comunicação Social da UFU e do Museu Dica, envolvendo instituições públicas e particulares da cidade. Neste ano, a Semana é uma realização da UFU, da Prefeitura Municipal de Uberlândia (PMU) e do IFTM, e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), da Fundação de Apoio Universitário (FAU), da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg - Regional Vale Paranaíba) e da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub).

Em 2010, a cidade de Uberlândia liderou a maior mobilização do Estado de Minas Gerais, com a realização de 467 atividades, ocupando o terceiro lugar entre os municípios brasileiros, segundo registros do MCTI. As atividades estão divulgadas na revista relatório disponível no endereço:
http://www.dica.infis.ufu.br/sites/dica.infis.ufu.br/files/Anexos/Bookpage/RevistaUFU_SNCT2010.pdf

Mais informações com a professora Sílvia Martins, pelos telefones (34) 3239-4190 e (34) 3230-9517.

Museu Diversão com Ciência e Arte
Instituto de Física
Universidade Federal de Uberlândia
Telefone: (34) 3230-9517
E-mail: dicacomunica@infis.ufu.br



 
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