Mudanças climáticas, desastres naturais
e prevenção de riscos

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cientistas debatem definição de tempo e Greenwich pode virar história

Mudança na definição do tempo é necessária por causa do funcionamento das redes de telecomunicações ou GPS

Cinquenta cientistas de todo o mundo se reúnem a partir desta quinta-feira (3) a portas fechadas, a noroeste de Londres, convocados pela prestigiosa Royal Society para debater uma nova definição de tempo, que pode fazer o horário GMT constar apenas dos livros de história.

O tema provoca comoção na imprensa britânica. Para o jornal Sunday Times é a "perda do horário GMT, símbolo durante mais de 120 anos do papel de superpotência da Grã-Bretanha vitoriana".

O Greenwich Mean Time, baseado no primeiro meridiano de Greenwich, se tornou a referência mundial do tempo em uma conferência celebrada em 1884 em Washington.

"Compreendemos que o Reino Unido tenha este sentimento de perda", declarou Elisa Felicitas Arias, diretora do Departamento de Tempo do Escritório Internacional de Pesos e Medidas, organismo com sede em Sevres, nas proximidades de Paris, responsável por definir o quilo e o metro.

A nova definição propõe a libertação total do tempo "solar", baseado na rotação da Terra e medido pelos astrônomos há mais de 200 anos a partir do meridiano de Greenwich.

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Na realidade, há 40 anos o mundo não é gerenciado pelo horário GMT, que continua sendo a hora oficial da Grã-Bretanha e ainda é utilizado amplamente no mundo como referência.

Uma conferência internacional adotou em 1972 o "Tempo Universal Coordenado" (UTC), calculado em 70 laboratórios do mundo por 400 relógios "atômicos" (batizados assim porque o segundo é definido pelo ritmo de oscilação de um átomo de césio)

O tempo atômico tem a vantagem de ser muito mais preciso, mas difere por frações de segundo do tempo definido pela rotação da Terra.

Atualmente, para guardar a correlação com rotação terrestre, um "segundo intercalado" é acrescentado aproximadamente a cada ano.

E agora os cientistas propõem suprimir este segundo, abandonando com isto a correlação com o horário GMT.

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A mudança é necessária em consequência do funcionamento das redes de telecomunicações ou de navegação com a ajuda dos satélites através do GPS.

"Estas redes precisam de uma sincronização do nível do nanosegundo", explica Arias.

E como alguns sistemas aplicam o "salto" de um segundo e outros não, a interoperabilidade se vê comprometida.

"Começaram a ser criadas escalas de tempo paralelas. Imaginem um mundo com duas ou três definições do quilo", afirma Arias, alarmada.

Uma recomendação que propõe suprimir o segundo intercalado será submetida em janeiro à votação da União Internacional de Telecomunicações em Genebra.

Se o texto for aprovado, o tempo atômico se afastará progressivamente do tempo solar, ao ritmo de um minuto a cada 60 a 90 anos, e de uma hora a cada 600 anos.http://www.blogger.com/img/blank.gif

Diante das dúvidas, a conferência da Royal Society, a academia de ciências britânica, pode deixar aberta a possibilidade de ajustes futuros.

"A conferência pode refletir outra maneira de correlacionar o tempo de rotação da Terra", sugere Arias.

Uma possibilidade é adicionar uma hora a cada 600 anos.

"Depois de tudo, pulamos uma hora como no horário de verão", argumenta.

Fonte: iG.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Tecnologia e os automóveis



A inovação tecnológica acontece por meio de investimentos e pesquisas sobre algo que se queira melhorar produtos e serviços e que permite eficiência e eficácia dos processos produtivos.

Quando Henry Ford desenvolveu o automóvel, o que foi um boom para a época, ele não imaginaria a dimensão da máquina que criou tomou na atualidade.

Isso acontece em todos os setores empresariais, entre eles, está o automobilístico. Foi-se o tempo em que o carro era apenas um meio de transporte que Ford fez acontecer. O criador dessa máquina permitiu à sociedade a criação e a diversificação do mesmo objeto mas com novos valores e conceitos.

A inovação tecnológica acontece por meio de investimentos e pesquisas sobre algo que se queira melhorar produtos e serviços e que permite eficiência e eficácia dos processos produtivos.

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A tecnologia envolvida na fabricação dos automóveis vem crescendo visando qualidade, agregando valor, design e estilo. Porém todo esse movimento de constante mudança no setor ainda favorece carros importados e que para o auto nacional é algo a ser pensado, projetado e trabalhado.

Todos em qualquer lugar do mundo gostam de conforto, segurança, praticidade, sustentabilidade e também avaliam o quesito beleza além de valor financeiro que interfere diretamente no bolso do consumidor. O fato é que tudo isso é algo que pesa no bolso do brasileiro, tecnologia é algo maravilhoso que faz renovar as coisas, porém nem sempre é acessível ao bolso dos cidadãos desse país que, diga-se de passagem, está permitindo o crescimento do poder aquisitivo, mas que em sua grande maioria ainda, não pode desfrutar desses bens de consumo com tecnologia. Contudo, não pode usufruir, porque importa-se esses produtos eletrônicos do continente asiático e de acordo com o perfil do mercado nacional paga-se caro.

O desenvolvimento dessas tecnologias inovadoras em território brasileiro seria importante para o crescimento do país, haveria mais mão-de-obra capacitada para o ramo eletrônico, com isso, o país ganha em gerar novas oportunidades e a frota automotiva brasileira teria tecnologia brasileira.

Uma “pesquisa de campo”, trazer do primeiro mundo tecnologia de ponta para carros nacionais tende a crescer no mercado o valor ao quesito segurança, estilo, se é sustentável ou não e gostos distintos. O importante é projetar caminhos para que não se importe mais tecnologia da Europa ou dos Estados Unidos, mas que ela seja fabricada aqui, de alta qualidade e embutida em veículos que o consumidor, o brasileiro possa adquirir.

Em um futuro, não muito distante, os carros terão 100% de vida própria (como o carro sem motorista do Google), como isso ocorrerá? Por meio de desenvolvimento de projetos que melhorem os processos do mercado, ou seja, a inovação tecnológica está presente e sempre participará das grandes mudanças.

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É interessante pensar que se o país passar a valorizar e a investir nele próprio, a cultura brasileira passará a ter mais valor frente às potências mundiais. Um país que cresce cada dia mais e que possui os olhos do mundo voltados a si, tem a grande responsabilidade de desenvolver competências únicas e que façam a diferença nas atitudes tomadas.

Portanto, o investimento no Brasil, em TI, em componentes eletrônicos como os sistemas de controle integrados por powertrain e ABS, sensores de segurança e dispositivos de entretenimento para os veículos nacionais sejam pesados, para que brevemente, o quadro de importação se inverta, e o Brasil passe a exportar tecnologia, qualidade e claro, bom gosto.

Fonte: Mundo Conectado.

Sob o signo do lixo

Livro alerta para o risco de a humanidade gerar mais detritos do que o ambiente pode suportar

Se a humanidade vive a era do conhecimento, vive igualmente a era do lixo. Do ponto de vista quantitativo, a natureza movimenta, em seu ciclo normal, 50 bilhões de toneladas de materiais por ano. Os homens, por seu turno, movimentam 48 bilhões de toneladas no mesmo período, sendo que 30 bilhões são de resíduos. “Isso é muito mais do que o ambiente pode suportar”, sentencia o geógrafo e sociólogo Maurício Waldman, especialista no tema. Ele é o autor, entre outros, do livro Lixo: Cenários e Desafios, indicado como um dos dez finalistas do Prêmio Jabuti 2011 na categoria Ciências Naturais. A obra é resultado da pesquisa de pós-doutoramento de Waldman, desenvolvida no Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, sob a orientação do professor Antonio Carlos Vitte e com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq).

O lixo, conforme o pesquisador, tem sido um problema recorrente em todo o mundo, inclusive no Brasil. Não bastasse a humanidade estar crescendo e gerando cada vez mais resíduos, o quadro vem se agravando graças a inércia das autoridades públicas, que pouco têm feito para reciclar ou dar destinação adequada aos rejeitos. Ademais, a sociedade também não faz a sua parte ao aumentar exageradamente o consumo de bens e produtos e ao descartar sem cerimônia seus detritos em qualquer lugar. “O Estado não age e o cidadão não se movimenta. O resultado dessa combinação é dramático. A continuar assim, o lixo pode vir a inviabilizar a sociedade humana, pelo menos tal como a conhecemos”, adverte Waldman.

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Aos que possam considerar as suas previsões apocalípticas, o pesquisador rebate com números. De acordo com ele, o Brasil, um dos países que mais sofrem com a problemática, é um grande gerador de lixo. Embora sua população seja equivalente a 3,06% do total mundial e seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponda a 3,5% da riqueza global, os brasileiros descartam 5,5% dos resíduos planetários. “Quer outros dados? Pois bem, entre 1991 e 2000 a população brasileira cresceu 15,6%. No mesmo período, o país ampliou seus descartes em 49%. Em 2009, o incremento demográfico foi da ordem de 1%. Entretanto, a geração de rejeitos aumentou 6%. Trata-se de uma expansão perversa”, afirma.

No caso brasileiro, insiste Waldman, nada tem sido feito para equacionar a questão. “Infelizmente, não temos políticas públicas para essa área. Os únicos que têm trabalhado verdadeiramente em favor da sociedade são os catadores de lixo, que em vez de serem parabenizados, são discriminados e maltratados tanto pelas elites quanto pelo poder público. Para se ter uma ideia, dos resíduos secos gerados no país, 13% são recuperados. Destes, 98% são coletados pelos catadores e apenas 2% pelos programas de Coleta Seletiva de Lixo [CSL]. Em 2010, pasme, dos 5.565 municípios brasileiros, somente 142, ou 2,5% do total, mantinham algum tipo de parceria com esses trabalhadores. Eles são os grandes heróis nacionais do meio ambiente”, considera o geógrafo e sociólogo, que foi colaborador do sindicalista e ativista ambiental Chico Mendes, assassinado em 22 de dezembro de 1988.

Mas, se o problema do lixo é tão grave, por que as autoridades públicas não se preocupam em resolvê-lo? Na opinião de Waldman, o descompromisso ocorre porque, culturalmente, os resíduos sempre são considerados um problema do outro. “A única política adotada no país, se é que podemos classificá-la assim, é a da estética. Ou seja, o interesse primordial das autoridades é tirar os rejeitos da visão das pessoas e levá-los para um lixão ou, quando muito, para um aterro sanitário. A forma como esse lixo será tratado ou monitorado é outra questão. O importante, na concepção dessa corrente, é que a sujeira não fique à mostra”. O pesquisador destaca, ainda, que o lixo é basicamente uma questão conceitual. Na opinião dele, não é fácil identificar hoje em dia o que de fato é um resíduo. A propósito do assunto, o autor do livro Lixo: Cenários e Desafios relata uma breve episódio.

Waldman conta que tem na estante da sua sala uma estátua de bronze de Buda, embora não seja budista. Segundo ele, o objeto foi encontrado por um operário que trabalhava numa usina de reciclagem. “O trabalhador estava olhando para a esteira quando viu a imagem. Imediatamente, ele a recolheu e a recuperou. Depois, me presenteou. Ou seja, algum cidadão completamente insensato ousou jogar na lixeira a estátua de Buda, que é um símbolo religioso e que merece respeito por parte de todos nós, independentemente da religião que professamos. Aí é que eu pergunto: o que é lixo? Existe um padrão cultural que governa a cabeça das pessoas que as ajuda a definir o que é descartável ou não. Nem sempre, infelizmente, esse padrão é o mais sensato”.

Questões

Questionado sobre o que deve ser feito para que não ocorra o triunfo do lixo sobre a humanidade, o geógrafo e sociólogo faz algumas ponderações. Para alívio daqueles que estão sobressaltados com a leitura deste texto, ele inicia respondendo que o problema tem solução. Depois, afirma que há três questões a serem pensadas. A primeira delas é a necessidade de as pessoas adotarem um consumo mais consciente de bens e produtos. “Atualmente, cada brasileiro gera 3,5 quilos de lixo proveniente de equipamentos eletroeletrônicos por ano. É muita coisa. O cidadão tem que ter maior consciência de que não vale a pena trocar o celular X pelo Y apenas porque a versão mais recente do aparelho tem uma luz que pisca durante a ligação”, diz.

A segunda questão, prossegue Waldman, está no imperativo da mudança de postura da indústria, que trabalha com o conceito da obsolescência precoce, modelo de produção e consumo classificado pelo pesquisador como “pornográfico”. “Havia uma série de TV nos anos 70, intitulada Missão Impossível, na qual uma voz avisava ao personagem que a mensagem que ele estava ouvindo se autodestruiria em cinco segundos. O que a indústria faz é dizer aos consumidores que seu televisor ou lavadora de roupa se autodestruirá em 12 meses. Isso precisa mudar”, defende.

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Por último, mas não menos importante, o pesquisador avalia que o Estado também tem que dar sua contribuição à causa do controle eficiente do lixo, formulando políticas públicas sérias e consequentes. “Tem gente idealista que tem trabalhado nesse sentido, como pesquisadores em universidades e institutos de pesquisa, mas isso infelizmente ainda não é regra geral”, lamenta. Deixar de dar aos resíduos tratamento e destinação adequados, conforme Waldman, não representa apenas um desrespeito ao ambiente e à qualidade de vida das pessoas. Significa também desperdício de dinheiro e oportunidades.

No entender do especialista, o Brasil poderia ampliar significativamente o índice de reciclagem do lixo, tanto o seco quanto o orgânico. “Aliás, muita gente, até quem se diz especialista no assunto, costuma cometer um erro gravíssimo ao citar unicamente a reciclabilidade do lixo seco. O úmido também é reciclável, visto que pode ser recuperado pelo ciclo da natureza. Algumas estatísticas apontam que a taxa de reaproveitamento dos resíduos no país poderia ser ampliada para 52% ou 59%. Além de menor agressão à natureza, isso representaria a geração de renda e trabalho. Um levantamento do Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão vinculado à Presidência da República] aponta que, na linha do tempo, nós já desperdiçamos US$ 8 bilhões por não reaproveitarmos o lixo. É um dinheiro que poderia ter sido aplicado na saúde, na educação e em programas de inclusão social”, imagina Waldman.

Retornando ao assunto da solução para o problema dos rejeitos, o pesquisador assinala que a questão não é somente brasileira, mas mundial. “Como dizia o geógrafo Milton Santos, de quem sou admirador, qualquer problemática global nos dias atuais não pode ser tratada por um grupo de ‘iluminados’. Os problemas globais precisam ser pensados coletivamente. É necessário unir conhecimentos e competências, além obviamente de envolver nas discussões os diversos segmentos da sociedade civil organizada. Sem essas iniciativas, dificilmente haverá saída”, alerta.

Serviço

Título: Lixo - Cenários e Desafios
Autor: Maurício Waldman
Editora: Cortez
Páginas: 232 Preço sugerido: R$ 34,20

Publicações

WALDMAN, Maurício. Educação: Foco Prioritário para as Políticas de Gestão dos Resíduos - Artigo eletrônico disponibilizado a partir de Janeiro de 2011 no site da Cortez Editora. São Paulo (SP): Cortez Editora, 2011 (Artigo Eletrônico).

WALDMAN, Maurício. Anátemas do Lixo Nuclear - Artigo eletrônico disponibilizado a partir de 01 de Abril de 2011 no site da Revista Eletrônica Portal Fator Brasil. São Paulo (SP) 2011 (Artigo Eletrônico).

WALDMAN, Maurício. O Brasil e os Desafios do Lixo - Artigo eletrônico disponibilizado a partir de 10 de Outubro de 2011 no site da Cortez Editora. São Paulo (SP): Cortez Editora. São Paulo (SP): Cortez Editora, 2011 (Artigo Eletrônico).

Fonte: Jornal da Unicamp.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Libélulas 'morrem' de medo de peixes, diz estudo

Estresse causado pela presença de predadores pode ser letal aos insetos.
Trabalho sobre o tema foi divulgado na revista científica 'Nature'.

A presença de peixes predadores pode levar à morte libélulas por conta do estresse, segundo um estudo divulgado por uma equipe de biólogos da Universidade de Toronto, no Canadá. Os pesquisadores descobriram que o medo toma conta das libélulas até mesmo quando os predadores aquáticos não consegue alcançar os insetos para matá-los. O trabalho foi divulgado na revista científica "Nature".

Durante o estudo, os canadenses criaram larvas de libélulas da espécie Leucorrhinia intacta em tanques e aquários junto a seus predadores. Os animais foram separados de forma que as líbelulas pudessem ver e sentir o cheiro dos peixes, mas não podiam ser alcançadas por eles.

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Rowe afirma que o resultado das pesquisas era inesperado. As taxas de sobrevivência das larvas colocadas próximas aos predadores eram de 2,5 a 4,3 vezes menores do que as de libélulas criadas longe das ameaças.

Outro experimento mostrou que 11% das larvas expostas a peixes morreram quando tentaram fazer a metamorfose para se tornarem líbelulas adultas. Esse percentual baixou para 2% entre os insetos criados longe dos predadores.

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Para os cientistas, estas descobertas podem ser aplicadas para todo tipo de ser vivo que passe por estresse elevado. Eles defendem que este estudo publicado na "Nature" possa servir como um modelo para pesquisas futuras sobre a relação do estresse com a morte.

O estudo do medo é um tema importante entre as pesquisas em ecologia, segundo o professor Locke Rowe, um dos autores do artigo. Conforme avançam os estudos sobre como os animais respondem quando sentem a presença de predadores, os cientistas desvendam cada vez mais a ligação do estresse com o aumento do risco de morte. Infecções que normalmente não matariam os bichos, tornam-se perigosas quando o animal se sente em perigo.

Fonte: G1.

Cientistas conseguem extrair do arroz proteína do sangue humano

Cientistas de uma universidade chinesa anunciaram nesta segunda-feira que haviam conseguido extrair, a partir do arroz, uma proteína encontrada no sangue humano denominada albumina, que é usada para tratar queimaduras, choques traumáticos e doenças no fígado. Quando retirada das sementes do arroz, a proteína é "física e quimicamente equivalente à albumina derivada do soro sanguíneo humano (HSA)", afirmaram os cientistas em estudo publicado no periódico americano Proceedings of the National Academy of Sciences.

A descoberta pode revolucionar a produção de HSA, que costuma ser extraída das doações de sangue humano. A demanda pela proteína sanguínea é de cerca de 500 t ao ano em todo o mundo e a China sofreu, no passado, episódios preocupantes de escassez.

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O método de extração de albumina do arroz foi desenvolvido por cientistas da Universidade de Wuhan, na China, e colegas do Conselho Nacional de Pesquisas do Canadá e do Centro de Genômica Funcional da Universidade de Albany, no estado de Nova York. Primeiro, os cientistas manipularam geneticamente as sementes de arroz para que produzissem níveis elevados de HSA. Em seguida, desenvolveram uma forma de purificar a proteína das sementes, coletando cerca de 2,75 gramas de albumina por quilograma de arroz.

Quando testaram a proteína extraída do arroz em camundongos com cirrose hepática, uma doença em que a albumina humana costuma ser usada, eles descobriram resultados similares ao tratamento feito com HSA. "Nossos resultados sugerem que o biorreator de uma semente de arroz produz um custo-benefício de HSA recombinante que é seguro e capaz de satisfazer a demanda crescente por albumina humana", destacou o estudo. A proteína costuma ser usada também na produção de vacinas e medicamentos e é aplicada em pacientes com sérias lesões derivadas de queimaduras, choque hemorrágico e doenças no fígado, afirmaram os cientistas.

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Em 2007, a escassez da proteína na China fez os preços dispararem e provocaram um breve aumento no número de remédios à base de albumina fraudulenta no mercado. Uma vez que a substância é extraída do sangue humano, seu uso também gera o temor de transmissão de hepatite e HIV.

O plantio de arroz geneticamente modificado em larga escala, capaz de produzir sementes em quantidade suficiente para a produção em massa de albumina também suscita preocupações ambientais e de contaminação alimentar, uma vez que o arroz é um importante alimento em escala global. No entanto, os autores do estudo destacaram que o arroz é um cultivo altamente derivado da auto-polinização, citando estudos anteriores que demonstraram "uma frequência muito reduzida (de 0,04% a 0,80%) do fluxo gênico mediado por pólen entre o arroz geneticamente modificado (OGM) e as plantas adjacentes não OGM".

Segundo os cientistas, mais pesquisas são necessárias para avaliar a segurança da proteína derivada do arroz em animais e seres humanos, antes de que possa sua produção possa ser considerada no mercado.

Fonte:
Terra.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Royal Society abre arquivos on-line sobre a revolução científica

A Royal Society, a instituição científica mais antiga do mundo, disponibilizou nesta semana aos internautas a consulta de seu arquivo histórico, formado por milhares de estudos que, como os de Isaac Newton e Charles Darwin, mudaram o curso da história mundial.

O serviço, gratuito, permite a consulta de mais de 60 mil documentos de três séculos de grandes descobertas e pequenos avanços que foram moldando o atual conhecimento científico, guardados no arquivo da sociedade, homenageada neste ano com o prêmio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades.

"Se todos os livros do mundo fossem destruídos e só sobrasse a revista da Royal Society 'Philosophical Transactions', não seria absurdo dizer que os fundamentos da ciência e do progresso intelectual dos últimos dois séculos estariam salvos", escreveu em 1870 o biólogo Thomas Huxley.

A Royal Society foi a primeira instituição do mundo a lançar, em 1665, uma revista que cumpria os padrões de controle imposto atualmente pelas publicações científicas mais renomadas.

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Entre os que passaram por esse crivo estiveram Isaac Newton, que publicou, em 1672, a "A Nova Teoria Sobre Luz e Cores", considerado seu primeiro escrito científico.

A ciência moderna avançou às cegas em seus primeiros passos, um percurso que pode ser acompanhado de perto pelo arquivo da Royal Society.

Seu acervo guarda curiosidades como os escritos do astrônomo francês Adrien Auzout, que no século 17 publicou "The View From the Moon", no qual descrevia o aspecto que o planeta Terra deveria apresentar para "supostos habitantes" da Lua.

A Royal Society se inspirou nas ideias do cientista e filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626) para criar uma instituição dedicada a expandir as fronteiras do conhecimento por meio do desenvolvimento da ciência, matemática, engenharia e medicina.

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"A abertura do arquivo abre uma janela fascinante à história do progresso científico durante os últimos séculos, o que interessará a todos aqueles que queiram compreender a evolução da ciência", destaca a psicóloga Uta Frith, membro do comitê de bibliotecas da sociedade.

Os membros da Royal Society são escolhidos entre os cientistas que mais se destacam em suas respectivas áreas e, por ela, já passaram Isaac Newton, Charles Darwin, Albert Einstein, James Watson e Stephen Hawking.

Atualmente, a instituição conta com cerca de 1.500 membros, entre eles 75 vencedores de Prêmio Nobel, além de cinco representantes da família real britânica, como a rainha Elizabeth.

Fonte: Folha.com.

Nasa recria imagem de supernova documentada há 2.000 anos

A Nasa (agência espacial americana) recriou a imagem da primeira supernova documentada. Ela foi observada por astrônomos chineses há quase 2.000 anos.

A foto da Nasa divulgada nesta terça-feira combinou dados de quatro telescópios espaciais diferentes para criar a imagem da supernova, conhecida como RCW 86 --a mais antiga que consta dos registros de astronomia.

Os astrônomos chineses foram testemunhas do evento que aconteceu no ano 185 d.C., quando descobriram uma estrela muito luminosa que permaneceu no céu durante oito meses.

As imagens de raios-X do observatório XMM-Newton da ESA (Agência Espacial Europeia) e do Observatório de Chandra, da Nasa, foram combinadas para formar as cores azul e verde na imagem, que mostram que o gás interestelar se aqueceu a milhões de graus devido à onda expansiva da supernova.

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Os dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, e da sonda Wise (Widefield Infrared Survey Explorer), que são vistos em amarelo e vermelho, revelam o pó que chega a várias centenas de graus abaixo de zero, cálido em comparação com o pó cósmico habitual na Via Láctea, indicou a agência espacial.

Mediante o estudo dos raios-X e dos dados infravermelhos, os astrônomos foram capazes de determinar que a causa daquela misteriosa explosão no céu era uma supernova de tipo Ia, que se produz depois da violenta explosão de uma estrela anã branca.

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A supernova RCW 86 está a aproximadamente 8.000 anos-luz de distância. Tem 85 anos-luz de diâmetro e ocupa uma região do céu na constelação austral de Circinus que, segundo indica a Nasa como referência, é ligeiramente maior que a lua cheia.

Fonte: Folha.com.



 
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