Mudanças climáticas, desastres naturais
e prevenção de riscos

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Videogame aciona área do cérebro que também é ligada ao vício

Quem joga muito tempo tem atividade maior no sistema de recompensa.
Estudo foi publicado pela revista científica 'Translational Psichiatry'.


Adolescentes que passam muito tempo jogando videogames têm estruturas e níveis de atividade diferentes em áreas do cérebro ligadas à recompensa, descobriram cientistas, dando a entender que eles extraem mais dos jogos do que pessoas que tendem a jogar menos.

Em um estudo publicado no periódico "Translational Psychiatry" nesta terça-feira (15), pesquisadores analisaram ressonâncias magnéticas de mais de 150 jovens de 14 anos que jogam videogame moderada ou intensamente, e descobriram que os jogadores frequentes possuem um volume maior de matéria cinzenta em uma parte crucial de seus cérebros.

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Estudos anteriores haviam mostrado um elo entre o estriado ventral ligado à dopamina, uma estrutura do sistema de recompensa do cérebro, e os jogos de videogame ou apostas no computador, mas este é o primeiro a verificar volume e estrutura cerebral.

"Estes achados demonstram que o estriado ventral desempenha um papel significativo no ato de jogar videogame em excesso e contribui para nossa compreensão do vício comportamental", escreveram Simone Kühn, da Universidade de Gent, na Bélgica, e Juergen Gallinat, da Universidade Charité de Medicina, em Berlim, na Alemanha, em seu estudo.

Os videogames se tornaram imensamente populares nos últimos anos, em particular entre adolescentes. O uso semanal médio neste experimento foi de cerca de 12 horas por semana.

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Há um debate em andamento entre os médicos e pesquisadores sobre se o uso excessivo de videogames deve ser reconhecido como um vício e visto como forma de desordem mental.

Os pesquisadores alemães descobriram que os usuários intensos exibem diferenças estruturais em seus cérebros em comparação ao que jogam pouco, mas não foram capazes de dizer se isto foi causado pela ânsia de jogar ou por uma mudança ocorrida em decorrência de seu hábito.

Henrietta Bowden- Jones, da divisão de neurociência do Imperial College de Londres, disse que as descobertas são altamente relevantes para os clínicos porque "estreitam ainda mais o fosso" entre o videogame e outros vícios, dando aos especialistas uma compreensão melhor das opções de tratamento de longo prazo.

"O próximo e empolgante passo será determinar, assim como com outros vícios, se as diferenças volumétricas são uma causa do comportamente humano excessivo", disse ela.

Fonte: G1.

domingo, 20 de novembro de 2011

Pequena Idade do Gelo causou crise europeia nos anos 1600

Estudo é o primeiro a verificar cientificamente relação de causa e efeito entre mudança climática e crise humana em larga escalaMarcada por guerras, inflação, fome e diminuição da população humana, os anos 1600 ficaram conhecidos como a grande crise da Europa. Mas, enquanto historiadores têm colocado a culpa dessas tumultuadas décadas na transição entre feudalismo e capitalismo, um novo estudo aponta para outro culpado: o período conhecido como a Pequena Idade do Gelo.

A Pequena Idade do Gelo freou a produção agrícola e terminou por levar à crise europeia segundo os autores do estudo que afirmam ser este o primeiro trabalho a verificar cientificamente uma relação de causa e efeito entre uma mudança climática e uma crise humana em larga escala.

Antes da revolução industrial, todos os países europeus eram basicamente agrários, e como assinalou um dos autores da pesquisa David Zhang: “Nas sociedades agrícolas, a economia é controlada pelo clima [uma vez que ele dita as condições de crescimento”.

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A equipe liderada por Zhang, da Universidade de Hong Kong, se debruçou sobre os dados da Europa e outras regiões do Hemisfério Norte entre 1500 a 1800. Eles compararam dados climáticos, como por exemplo a temperatura com tamanho da população, taxas de crescimento, guerras e também outros distúrbios sociais, como produção agrícola e fome, preços dos grãos e salários.

Os autores dizem que alguns efeitos, como escassez de alimentos e problemas de saúde, mostraram-se quase que imediatamente entre 1560 e 1660 – o período mais duro da Pequena Idade do Gelo – durante o qual o processo de crescimento das áreas cultivadas diminuiu.

Assim como a terra arável diminuiu, o mesmo aconteceu com a população europeia segundo o estudo. Os pesquisadores também constataram que no final dos anos 1500, a altura média da pessoas caiu cerca de dois centímetros, seguindo a curva de queda da temperatura, devido ao aumento da desnutrição e somente voltou a subir quando as temperaturas aumentaram depois de 1650.

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Outros efeitos – como a fome, a Guerra dos 30 anos (1618-48), ou a conquista dos Manchú da China – levaram décadas para se manifestar. “A temperatura não é uma causa direta para a guerra ou para a perturbação social”, afirmou Zhang. E completou: “A causa direta para a guerra e perturbação social é o preço dos grãos. Por isso dizemos que que a mudança climática é a causa final”.

O novo estudo é uma lição de história e um alerta segundo os pesquisadores. [Conforme nosso clima muda devido ao aquecimento global] os países em desenvolvimento vão sofrer mais, por que a maior parte da população desses países depende da produção agrícola”, conclui Zhang.

A pesquisa foi publicada online pelo periódico científico Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS).

Fonte: iG.

Mudança climática ameaça rios Nilo, Limpopo e Volta, na África

Segundo especialistas, época das estações chuvosas pode mudar, ameaçando a agricultura

A mudança climática deve elevar o regime de chuvas em grandes bacias fluviais do mundo, mas os padrões meteorológicos tendem a se tornar mais instáveis, e a época das estações chuvosas pode mudar, ameaçando a agricultura, disseram especialistas nesta segunda-feira.Além do mais, algumas bacias fluviais da África - a do Limpopo, no sul do continente, do Nilo, no norte, e do Volta, no oeste - ficarão propensas a receber menos chuvas do que atualmente, o que afetará a produção de alimentos e provocará tensões internacionais.

A perspectiva é particularmente ruim na bacia do Limpopo, que abrange partes de Botsuana, África do Sul, Zimbábue e Moçambique, numa área habitada por 14 milhões.

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"Em algumas partes do Limpopo, nem mesmo a adoção disseminada de inovações como a irrigação por gotejamento pode ser suficiente para contrabalançar os esforços negativos da mudança climática sobre a disponibilidade hídrica", disse Simon Cook, do Centro Internacional de Agricultura Tropical.

As preocupações para o Alto Nilo Azul, que passa por Etiópia, Sudão e Egito, resultam principalmente da evaporação intensa que deveria advir do aumento previsto de 2ºC a 5ºC nas temperaturas médias globais. Cientistas do Programa Desafio para Água e Comida (PDAC), uma entidade mundial de pesquisas agrícolas, disseram que isso pode causa atritos entre o Egito e a Etiópia.

A pesquisa sobre dez grandes bacias fluviais do mundo, incluindo grandes áreas da América do Sul e Ásia, foi divulgada a poucos dias de uma conferência climática global importante a ser realizada em Durban, na África do Sul.

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Em geral, o relatório concluiu que o aumento da evaporação, em consequência do maior calor, será compensado pela intensificação das chuvas. Ligeiras alterações nas épocas de chuvas e estiagem, mantidas intactas nos últimos séculos, "criarão um pesadelo gerencial e exigirão um foco muito maior do que era historicamente necessário em abordagens adaptativas e projeções climáticas de longo prazo", disse Alain Vidal, diretor do PDAC.

"A mitigação de inundações e as estratégicas de gestão serão cruciais em áreas com clima cada vez mais errático e com mais enxurradas, como o Limpopo e o Volta."

Fonte:
iG.

sábado, 19 de novembro de 2011

Sistema solar pode ter tido cinco planetas gigantes em sua origem

Estudo afirma que quinto planeta gigante teria sido expulso do sistema solar em período de instabilidade, há 600 milhões de anosO sistema solar pode ter tido em suas origens um planeta gigante a mais além dos quatro atuais, que foi ejetado por uma mudança de órbita de Júpiter, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira (11) pela revista "The Astrophysical Journal Letters".

O artigo, escrito por David Nesvorny, do Southwest Research Institute, descreve o sistema solar há 600 milhões de anos como um lugar caótico no qual os planetas e as luas provocavam deslocamentos entre si devido a órbitas instáveis.

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Nesvorny desenvolveu simulações de computador baseadas em uma análise do conjunto de pequenos corpos conhecidos como Cinturão de Kuiper e das crateras da lua. O dinamismo em transformação das órbitas dos planetas gigantes e dos corpos pequenos fez com que os corpos celestes se dispersassem para diferentes lugares.

Alguns corpos pequenos foram na direção do Cinturão de Kuiper e do Sol e outros viajaram para dentro, gerando vários impactos entre os planetas e as luas. Os planetas gigantes também se moveram. Júpiter deslocou para o interior do sistema solar e deslocou vários planetas, enquanto Urano e Netuno se movimentaram para o exterior.

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Entretanto, Nesvorny detectou um problema neste modelo, pois se for aceita a teoria de que Júpiter mudou de órbita de maneira súbita quando se afastou de Urano e Netuno durante o período de instabilidade na zona externa do sistema solar, a conclusão é de que estes últimos planetas teriam ficado fora do sistema.

"Algo estava errado", ressaltou. Para achar uma saída para esta encruzilhada, o pesquisador decidiu introduzir nas simulações cinco planetas gigantes ao invés dos quatro atuais (Júpiter, Urano, Netuno e Saturno).

"A possibilidade de que o sistema solar tenha tido mais de quatro planetas gigantes inicialmente, e expulsou um, parece ser mais concebível de acordo com as recentes descobertas de um grande número de planetas flutuando livremente no espaço interestelar, o que demonstraria que o processo de expulsão planetária seria bastante comum", disse o astrofísico.

Fonte: iG.

Estudo: cérebros de crianças autistas têm mais neurônios

As crianças autistas têm mais neurônios e apresentam um cérebro mais pesado que as demais, revela um estudo publicado nesta terça-feira no Journal of the American Medical Association (JAMA).

O estudo, baseado em análises de cérebros de crianças autistas falecidas, sugere que a anomalía na zona pré-frontal do cérebro pode ter origem no útero, destacam seus autores.

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Os cientistas examinaram os cérebros de sete crianças autistas, com entre 2 e 16 anos, a maioria morta por afogamento. Ao comparar os cérebros dos autistas com os de outras crianças, a maioria morta em acidentes de trânsito, os pesquisadores encontraram 67% mais neurônios no córtex pré-frontal e 17,7% mais peso, em média, no primeiro grupo.

"Já que os neurônios corticais não são gerados após o nascimento, este aumento patológico no número de neurônios em crianças autistas indica causas pré-natais", destaca o estudo.

O córtex pré-frontal é responsável pela linguagem, comunicação e comportamentos como o ânimo, a atenção e as habilidades sociais. Habitualmente, as crianças autistas têm problemas nestas áreas.

"Os fatores que normalmente organizam o cérebro parecem estar desconectados", destacam Janet Lainhart, da Universidade de Utah, e Nicholas Lange, da faculdade de Medicina e Saúde Pública de Harvard.

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"Devido ao fato de que os neurônios em todas as zonas do cérebro, exceto no bulbo olfativo e no hipocampo, são gerados antes do nascimento, estas descobertas se somam à crescente evidência biológica de que a neuropatologia do desenvolvimento do autismo começa antes do nascimento, possivelmente em todos os casos".

Estudos prévios sugeriam que os sinais clínicos do autismo tendem a convergir com um período de crescimento anormal da cabeça e do cérebro que começa a ser evidente entre os nove e os 18 meses.

O autismo inclui um amplo espectro de diferentes desenvolvimentos, desde a dificuldade para as relações sociais até a incapacidade de comunicação, passando pela execução de movimentos repetitivos, extrema sensibilidade a certas luzes e sons e problemas de comportamento.

Fonte:
Terra.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Uso de resíduos é aposta para geração de energia na Alemanha

Energia gerada por biomassa ganha destaque nas pesquisas.
Estrume de animais e restos de madeira são alternativas em estudo.


Importantes centros de pesquisas da Alemanha perseguem a meta de desenvolver formas de gerar energia elétrica a partir de mecanismos limpos capazes de substituir a potência energética de complexos atômicos, que serão desligados pelo governo alemão até 2022.

A intenção é aumentar a potência instalada de 56,5 GW dos meios renováveis para 163,3 GW até 2050, segundo estimativa feita pelo Ministério do Meio Ambiente do país.

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Ainda sem um valor total de investimentos, há planos de implantar novas turbinas eólicas no mar e na terra, expandir o uso de hidrelétricas, elevar a participação da geração de energia solar e iniciar uso da tecnologia geotérmica (nascentes de água quente, como os gêiseres, ou mesmo utilizando o calor do interior da crosta terrestre).

Além disso, cientistas tentam aperfeiçoar tecnologias para geração de energia por biomassa ou biogás que empregam estrume de animais, restos de alimentos ou materiais desperdiçados na atividade madeireira para aquecer e iluminar moradias.

Alternativa
De acordo com Ursula Eicker, da Universidade de Ciências Aplicadas de Stuttgart, em Baden-Württemberg, o emprego da geração de energia de biomassa é um dos que mais vai crescer entre a população, principalmente pelo seu custo mais baixo.

Enquanto se gasta 10 mil euros para instalar placas de captação de luz solar para aquecimento de água e do ambiente interno da residência, uma miniusina de biomassa movida a pellets (pequenos pedaços de madeira) custaria 7 mil euros.

“Além de ser mais barata, a vantagem é que o consumo de energia elétrica por biomassa pode ocorrer todos os dias, diferentemente da solar, que é prejudicada em dias nublados”, disse a especialista.

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Os pellets, extraídos de pinheiros plantados para esta finalidade, já são substituídos em áreas agrícolas por estrume de animais, gramíneas ou gordura de abatedouros, que viram combustíveis sólidos na geração de luz elétrica e calefação.

Melhorias

O emprego destes materiais é alvo de estudo no Instituto Estadual de Engenharia Agrícola e Bioenergia da Universidade de Hohenheim.

Segundo Hans Oechsner, coordernador do centro de pesquisa, já existem atualmente 7 mil plantas de biomassa em áreas agrícolas na Alemanha que geram constantemente 2,5 GW de potência, o equivalente a duas usinas nucleares. “Entretanto, essas miniplantas estão descentralizadas. Por isso, estudamos formas de armazenamento dessa energia gerada e de como concentrá-la”, disse Oechsner.Ele comenta que o uso de plantas gramíneas poderia substituir a falta de estrume em alguns casos. Segundo o Hans, que é doutor em Ciências Agrícolas, em toda a Alemanha existem 20 mil km² de plantações de gramíneas voltadas apenas para a geração de energia.

“Um hectare de grama equivale ao uso de até 6 mil litros de óleo utilizados para aquecer uma casa durante dois anos. É uma redução de 20 toneladas de CO2 por ano”, afirma.

A universidade estuda firmar convênio com instituições brasileiras para levar este tipo de geração de energia a localidades agrícolas que ainda não são abastecidas pela rede pública de distribuição. “Temos interesse na cooperação, principalmente no uso do estrume”, explica.

Fonte: G1.

Aquecimento dos oceanos influencia queimadas na Amazônia, diz estudo

Artigo diz ainda que cientistas criaram ferramenta que prevê período crítico.
Texto foi publicado nesta quinta-feira pela revista 'Science'.


Cientistas norte-americanos desenvolveram uma metodologia que prevê com pelo menos seis meses de antecedência se o período de queimadas na floresta amazônica será grave a partir da medição da temperatura dos oceanos Pacífico e Atlântico.

O estudo, publicado nesta quinta-feira (10) pela revista “Science”, analisou dez anos imagens do satélite Modis, da Agência espacial norte-americana (Nasa) e utilizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) para analisar o desmatamento do bioma e os focos de calor que atinge a floresta em tempo real.

Segundo o artigo, os anos de 2005, 2007 e 2010 foram os que tiveram grave estiagem e que registraram recorde no número de queimadas nos principais estados da Amazônia Legal e no departamento (estado) de El Beni, na Bolívia, coincidiram com o aumento da temperatura nos oceanos Pacífico e Atlântico, em decorrência do fenômeno climático denominado “El Niño”, classificado pelos estudiosos como uma anomalia.

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Baseado nisso, foi constatado que o aquecimento da superfície do mar afasta a Zona de Convergência Intertropical sobre a porção norte da América do Sul, responsável pela formação de chuvas na região e que, por isso, impacta no regime pluvial da região.Anomalia climática
Segundo Douglas Morton, pesquisador do Departamento de Ciências Biosféricas da agência espacial americana (Nasa), o resultado do estudo foi inesperado, pois percebeu-se que o clima influenciava muito mais nas queimadas do que se imaginava.

“Pudemos perceber a influência desta anomalia principalmente na porção leste e na região sul, considerado o arco do desmatamento (entre Rondônia, Amazonas e Mato Grosso). Felizmente, o que descobrimos também é que este fenômeno ocorre em períodos que antecedem de três a seis meses o início das queimadas. Isso nos permite criar uma forma de planejamento para combater as queimadas no país”, afirma Morton ao Globo Natureza.

O período de forte registro de incêndios na floresta (principalmente no cerrado e na Amazônia) normalmente se inicia em junho.

Parcerias
De acordo com Morton, após o desenvolvimento desta ferramenta o próximo passo será coordenar uma parceria entre a comunidade científica e os governos sul-americanos para que essas informações cheguem e que ocorra a preparação de equipes de combate a incêndios.

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Ele afirma ainda que ações para reduzir o desmatamento e as emissões de carbono por conta da retirada de mata nativa deveriam ser mais incrementadas por meio de programas conhecidos como REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). “Não somente para o Brasil, mas para todas as florestas tropicais”, explica.

No Brasil, segundo o sistema de monitoramento de queimadas e incêndios no Inpe, entre 1º de janeiro e 9 de novembro de 2010 foram registrados 185.316 focos de calor. No mesmo período deste ano, o número caiu para 113.915 (queda de 38%), sendo que 32.336 ocorreram na Amazônia Legal.


Fonte:
G1.



 
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