Mudanças climáticas, desastres naturais
e prevenção de riscos

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Estudo rejeita descoberta sobre partícula mais rápida que a luz

Uma equipe internacional de cientistas na Itália, estudando os mesmos neutrinos que alguns de seus colegas dizem parecer ter se deslocado a velocidades superiores à da luz, rejeitou a polêmica constatação neste final de semana, afirmando que seus testes determinaram que os resultados devem estar incorretos.

O anúncio da descoberta, em setembro, sustentado por novos estudos divulgados na semana passada, causou agitação no mundo científico porque parecia sugerir que as ideias de Albert Einstein sobre a relatividade, e boa parte da física moderna, se baseavam em uma premissa errônea.

A primeira equipe, responsável pela experiência Opera, no laboratório Gran Sasso, ao sul de Roma, anunciou ter registrado que neutrinos transmitidos à instalação do centro de pesquisa Cern, na Suíça, haviam chegado lá 60 nanossegundos mais cedo do que um raio de luz teria chegado.

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Mas os cientistas do Icarus, outro projeto do Gran Sasso - um laboratório subterrâneo operado pelo Instituto Nacional de Física Nuclear italiano em uma cadeia de montanhas próxima da capital da Itália - agora argumentam que suas mensurações da energia dos neutrinos ao chegar contradizem a leitura dos colegas.

A equipe do Icarus afirma que suas constatações "refutam uma interpretação supraluminar (mais rápida que a luz) dos resultados do Opera". Eles argumentam, com base em estudos recentemente publicados por dois importantes físicos norte-americanos, que os neutrinos transmitidos do Cern, perto de Genebra, teriam perdido a maior parte de sua energia se tivessem se deslocado a velocidade superior à da luz, mesmo que por margem ínfima. Mas o feixe de neutrinos testado por seus equipamentos registrou um espectro de energia correspondente ao que deveria exibir caso as partículas estivessem se deslocando no máximo à velocidade da luz.

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O físico Tomasso Dorigo, que trabalha no Cern, e no Fermilab, laboratório nuclear norte-americano perto de Chicago, afirmou em texto no site Scientific Blogging que o estudo do Icarus era "muito simples e definitivo".

Segundo ele, o estudo determinou que "a diferença entre a velocidade dos neutrinos e a da luz não podia ser tão grande quanto a observada pelo Opera, e era certamente menor por três ordens de magnitude, e compatível com zero."

Fonte: Terra.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Método israelense recicla águas residuais para fabricar papel

Um novo método desenvolvido em Israel usa as águas residuais de zonas residenciais para fazer papel, um método que contribui com o meio ambiente e ajuda a baratear o preço da água e do papel. O curioso método foi inventado por Rafi Aharon, um médico da região de Tzur Yigal, detalha o jornal Yedioth Ahronoth.

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Aharon garante que pode transformar águas residuais utilizando um novo recurso de aproveitamento do material sólido que é retido nos filtros das plantas urbanas de reciclagem e que são ricos em celulose. "Não há nenhuma razão para não fazer essa reciclagem, da mesma forma que fazemos com o plástico", afirmou Aharon, que explicou que 99,9% das águas que saem das casas são compostas por material líquido, sendo que apenas 0,10% pode ser considerada matéria sólida", declarou o médico.

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Para o especialista, esse pequeno percentual é muito aproveitável porque contém celulose proveniente de alimentos, além de papel higiênico. O método reduz pela metade o material sólido e por isso a unidade de reciclagem precisa de menos eletricidade e produtos químicos para descontaminar a água, o que significa economia para os consumidores.

Depois de serem secados e purificados, os restos podem ser vendidos a empresas de papel a um preço inferior ao do papel reciclado comum. O sistema já foi instalado no sul de Israel, mesmo lugar onde conseguiram produzir grandes quantidades de celulose.

Fonte: Terra.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Estudo no AM quer caracterizar vírus que atacam o sistema nervoso central

Diagnóstico molecular possibilita a identificação de agentes virais.
Já foi possível identificar agente etiológico em 31% de meningoencefalites.


Identificar os vírus que causam infecções no sistema nervoso central é o objetivo do estudo ‘Caracterização molecular dos vírus nas infecções do sistema nervoso central no Estado do Amazonas, da farmacêutica-bioquímica do Laboratório de Virologia da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT HVD), Michele de Souza Bastos Barrionuevo.

O trabalho conta com financiamento do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada (PPSUS), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e pelo Ministério da Saúde e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A pesquisadora disse que, entre todos os casos de meningites notificados na FMT, no período entre 2007 e 2010, cerca de 21% são de etiologia viral, ou seja, sem identificação do agente etiológico (relativo à origem viral). “Isso chamou muito a atenção do nosso grupo de pesquisa. A partir daí, estamos tentando identificar esses vírus para depois tentarmos compreender como se dá essa atuação no sistema nervoso central", disse a pesquisadora.

De acordo com Barrionuevo, os vírus mais propensos a causar infecções no sistema nervoso central são os herpesvírus, enterovírus e os arbovírus, entre esses, podemos destacar os vírus da dengue, da encefalite de Saint Louis, vírus rocio e os vírus das encefalites equina do leste, encefalite equina do oeste e encefalite equina venezuelana.

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O estudo vem sendo realizado em parceria com Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS) e o Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Deane – Fiocruz Amazônia e o Centro de Virologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP/Ribeirão Preto).

Diagnóstico molecular

A partir do diagnóstico molecular, realizado diretamente no Líquido Cefalorraquidiano (LCR), conhecido como Fluido Cerebrospinal ou Líquor do paciente, é possível fazer a identificação dos agentes virais. Ela explica que o LCR é um fluido corporal estéril e de aparência clara que ocupa o espaço subaracnoídeo no cérebro. “É uma solução salina muito pura, pobre em proteínas e células, que age como um amortecedor entre o córtex cerebral e a medula espinhal”, disse.

Na presença de infecção no sistema nervoso central, é possível identificar o agente etiológico nesse fluido. Essa identificação será futuramente útil ao paciente, ao corpo clínico e, para as autoridades de saúde pública e do Sistema de Vigilância Epidemiológica do Estado do Amazonas, completou.

Segundo a pesquisadora, até o momento, foi possível identificar o agente etiológico em 31% (41/130) dos casos de meningoencefalites virais em 130 pacientes atendidos na FMT-HVD. Os vírus identificados foram: varicela zoster vírus, citomegalovirus, epstein-barr vírus, herpes simplex tipo 1 e 2, vírus oropouche, vírus da dengue e enterovirus.

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Segundo Barrionuevo, a implantação dessa metodologia resultará em uma nova linha de pesquisa, pioneira no Estado do Amazonas e facilitará as ações de vigilância para esses vírus tão pouco estudados.

Sobre o PPSUS
O Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão compartilhada em saúde (PPSUS), desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde e CNPq, consiste em apoiar, com recursos financeiros, projetos de pesquisa que visem a promoção do desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação na área de saúde no Estado do Amazonas.

Fonte: G1.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Temperatura global pode subir 6 ºC até fim do século, diz OCDE

A tendência atual fará com que a temperatura aumente entre 3 ºC e 6 ºC no final do século sobre os níveis pré-industriais, um cenário com graves consequências que ainda pode ser evitado com um custo de ação limitado, segundo anunciou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Esta é a principal mensagem de um relatório sobre a mudança climática divulgado pela OCDE às vésperas da conferência de Durban, que começa na próxima semana, no qual pede aos governos que se engajem para conseguir um acordo internacional. "Os custos econômicos e as consequências ambientais da ausência de ação política da mudança climática são significativas", advertiu o secretário-geral do organismo, Ángel Gurría, durante a apresentação do estudo.

Concretamente, as medidas para modificar sobretudo o panorama energético que se espera para 2050 e reduzir as emissões de efeito estufa em 70% custariam 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), um número que os autores do relatório relativizaram em entrevista coletiva, ao ressaltarem que significaria que o crescimento da economia mundial nos quatro próximos decênios seria de 3,3% ao ano, em vez de 3,5%, um corte de dois décimos.

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O relatório destacou que não alterar as políticas atuais geraria prejuízos ambientais que afetariam muito mais a economia. O relatório Stern de 2006 havia antecipado perdas permanentes do consumo por habitante superiores a 14%.

A OCDE advertiu que sem novas políticas de contenção das emissões de efeito estufa, as energias fósseis seguirão mantendo seu peso relativo atual, de 85% do total, o que conduziria a um volume de concentração na atmosfera de 685 partes de dióxido de carbono (CO2) ou equivalentes por milhão, muito longe das 450 que os cientistas consideram que permitiriam limitar o aquecimento climático global a 2 ºC.

Para o órgão, um ponto relevante é estabelecer "um preço significativo" das emissões de CO2 para induzir à mudança tecnológica, mas também a fixação de metas de diminuição de emissões "claras, críveis e mais restritivas" com as quais "todos os grandes emissores, setores e países" precisarão se comprometer.

Fonte: Terra.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Diminuição da camada de gelo do Ártico é a maior em 1450 anos


A camada de gelo do Ártico diminuiu – e muito – nos últimos tempos. Pesquisadores montaram um modelo que demonstra que as perdas recentes na região são as maiores dos últimos 1450 anos. O Ártico perdeu cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados de gelo desde o final do século XX – o equivalente a varrer do mapa os estados do Amazonas e da Bahia inteiros.

Os resultados dão suporte à teoria que a variação do clima no Ártico e o tamanho da sua camada de gelo estão intimamente conectados. “Não ficamos muito surpresos que a diminuição da extensão da camada de gelo seja sem precedentes pois outros modelos [...] já haviam mostrado como o aquecimento moderno é extremamente anômalo no contexto dos últimos 1000 anos ou mais”, afirmou ao iG Christophe Kinnard do Centro de Estudos Avançados em Zonas Áridas do Chile e autor do estudo publicado no periódico científico Nature.

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Os dados mostraram também que outros declínios ocorreram na mesma velocidade em épocas diferentes, mas nenhum deles com uma extensão tão grande como a de agora. De acordo com o pesquisador, essa tendência deve continuar. “A diminuição da extensão da camada de gelo causa um feedback positivo no aquecimento, pois a perda da cobertura do gelo, que reflete o sol, causa uma maior absorção da radiação solar que aquece ainda mais o oceano e a atmosfera acima dele que por sua vez derrete mais gelo.”, afirmou Kinnard. E completou: “Todos os modelos apontam para aumento da temperatura da superfície da Terra nos próximos séculos devido ao aumento dos gases do efeito estufa. Portanto, é muito improvável que essa tendência se reverta.”.

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O trabalho, porém, não foi capaz de mostrar se essa diminuição é atípica ou se faz parte de um ciclo natural. Os autores da pesquisa, no entanto, acreditam que haja, sim, uma relação entre ela e a mudança climática causada pela ação humana.

Fonte: iG.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Relatório alerta diminuição da flora e fauna de água doce na Europa

Mexilhão está no topo da lista de espécies ameaçadas. De acordo com estudo, 37% dos peixes também correm risco de extinção

Os ecossistemas de água doce da União Europeia estão gravemente ameaçados e precisam de "medidas urgentes de conservação", informou um relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza publicado nesta terça-feira.

A poluição, a pesca em excesso, a perda dos habitats e a introdução de espécies exóticas figuram entre os motivos da diminuição. O relatório, conhecido como "A Lista Vermelha Europeia", avaliou a situação de 6 mil espécies e concluiu que o problema atinge 44% dos moluscos de água doce, 37% dos peixes, 23% dos anfíbios e 19% dos répteis.

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No topo do ranking dos ameaçados estão os moluscos, principalmente o mexilhão de água doce, antes muito estendido e agora confinado a poucos rios da França e da Espanha.

A existência de um plano de ação europeu e de programas de conservação em curso traz, no entanto, "esperanças para o futuro", conforme comunicado da Comissão Europeia.

Dentre os peixes, o esturjão é o mais afetado, com sete das oito espécies europeias "em situação crítica".

A vegetação ligada a esses habitats, também ameaçada, inclui, por um lado, lavouras com plantio de beterraba, trigo, aveia e alface e ainda plantas silvestres.

O relatório indica que 15% dos mamíferos e libélulas, 13% das aves, 11% de uma seleção de escaravelhos saproxílicos, 9% das borboletas e 467 espécies de plantas vasculares estão agora ameaçadas.

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O Comissário do Meio Ambiente europeu, Janez Potocnik, declarou que a União Europeia "pagará um preço muito alto" se não investigar as causas dessa diminuição e agir com urgência para detê-la.

O lado positivo do relatório é que algumas medidas de conservação deram bom resultado, como a coordenação sobre habitats, que contribuiu para a proteção de zonas naturais.

A União Europeia conta com uma nova estratégia de biodiversidade adotada em maio deste ano, que pretende, entre outros objetivos, proteger os ecossistemas, contribuir para uma agricultura e silvicultura sustentáveis e melhorar os controles sobre as espécies invasoras.

Fonte: iG.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cientistas mapeiam genoma de ácaro que ataca plantas

Ácaro rajado se alimenta de mais de mil tipos diferentes de plantas.
Pequeno animal possui defesa genética contra toxinas.


O ácaro rajado tem menos de um milímetro, mas é uma praga perigosa. É o que os cientistas chamam de “praga cosmopolita”, pois ataca diversos tipos de planta – mais de 1,1 mil espécies diferentes. Suas prediletas são as folhas de tomate, pimenta, pepino, morango, milho, soja, maçã e uva, mas a lista de alvos inclui até plantas ornamentais.

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Um estudo publicado na revista “Nature” mapeou o genoma desse artrópode e descobriu porque ele é uma ameaça tão grande para as plantas. Esse ácaro possui genes capazes de neutralizar toxinas, tanto as presentes nos pesticidas quanto as naturais, que as plantas produzem para defesa própria.

Richard Clark, pesquisador da Universidade de Utah e um dos principais autores, diz que a importância do estudo “está, em grande parte, em compreender como os animais comem plantas, com o objetivo em longo prazo de desenvolver maneiras eficazes de prevenir os danos causados por ácaros e insetos nas plantações”.

“Se conseguirmos identificar os caminhos biológicos que os ácaros usam para se alimentar de plantas, potencialmente conseguiremos identificar métodos químicos e biológicos para interromper esses caminhos e evitar que os ácaros ataquem as plantas”, explica o especialista.

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O mapeamento do genoma do ácaro rajado também pode ser útil em outras linhas de pesquisa. Um exemplo é o uso da teia que ele produz, tão forte quanto a da aranha, mas bem mais fina. Na natureza, ela serve para proteger contra predadores. Para nós, pode se tornar útil na medicina, como um material biodegradável para suturas.

Com 90 milhões de “pares base” de letras de DNA, o genoma do ácaro rajado é o menor já seqüenciado em um artrópode. Segundo Clark, a maior parte possui algo na casa de 3 bilhões de “pares base”.


Fonte: G1.



 
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